O vento conhece o meu nome
“[…] O meu olhar via a minha mãe a afastar-se e a ser engolida naquela multidão de pais e de crianças de todas as idades, que choravam e se agarravam aos pais. Uma de entre as muitas voluntárias acariciou-me o rosto, o silvo do comboio fez-se ouvir e com ele a minha infância terminou ali. […]
[…] Não consegui ver quase nada, mas ouvi o barulho das correntes e como a mamã e as outras mulheres que estavam na Geleira começavam a gritar e a perguntar porque nos tratavam assim, que éramos pessoas decentes, mães com filhos, não éramos traficantes nem delinquentes, mas não lhes deram ouvidos […]”
Estas foram algumas das palavras do livro “O vento conhece o meu nome”, de Isabel Allende, que foram ditas, pensadas, sentidas e partilhadas pelos alunos do 12.º B, com a colaboração da aluna Maria Antunes, do 12.º A, fruto de uma articulação entre a Biblioteca Escolar e o Plano Nacional das Artes e as AE de História A, de Inglês, Português e de Educação Física.
Uma dramatização que deu vida ao referido livro e que, num mundo, que parece cada vez mais alheio ao sofrimento do Outro, teve como objetivo lembrar e despertar a HUMANIDADE que há em cada um de nós, entrelaçando dois dias especiais, o Dia Internacional em memória das Vítimas do Holocausto (27 de janeiro) e o Dia Escolar da Não Violência e da Paz (30 de janeiro). Esta iniciativa foi apresentada, no dia 28 de janeiro, de manhã, à comunidade escolar e, no final da tarde, à comunidade educativa, em particular aos respetivos Encarregados de Educação/Pais.
Palavras vivas em forma de monólogos e de diálogos que, projetadas num palco no qual se iam delineando sombras, chamaram a si a poesia e a música.
Sombras de um passado, de um presente e/ou do futuro? Cabe-nos a nós decidir.