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Visita de Estudo ao Museu do Holocausto - Porto

De modo a enquadrar a evocação do dia 27 de janeiro – Dia Internacional das Vítimas do Holocausto – os alunos do 12.º Ano realizaram, na tarde do dia 25 de janeiro, uma visita de estudo ao Museu do Holocausto, no Porto. Aqui, os alunos tiveram a oportunidade de realizarem uma visita guiada, falada, alternadamente em inglês e em português. Os discentes percorreram os diferentes espaços e interagiram com os materiais expostos, apresentando excertos da dramatização DILEMAS. Além da temática da Shoah, foram levantadas questões em torno do conflito israelo-árabe, do significado da cidade de Jerusalém para o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, das razões que conduziram à ascensão de Hitler ao poder, após a libertação; do papel dos Aliados durante a guerra face à existência dos campos de concentração e do destino dos sobreviventes dos campos de concentração e de extermínio. Por fim, foi possível assistir a um testemunho de uma sobrevivente de Auschwitz, com 96 anos, que, de modo emotivo, nos deu conta do sofrimento dos milhões de judeus que se perderam na Shoah. Esta visita foi, efetivamente, um verdadeiro apelo à paz e à tolerância, pois é preciso lembrar para não voltar a repetir.

Ferreira da Silva e o seu discurso na festa da Árvore

No âmbito da disciplina de História A e de Cidadania e Desenvolvimento e em parceria com o Plano Nacional das Artes, os alunos do 11.º Ano de Línguas e Humanidades tiveram a oportunidade de, em contexto de sala de aula, ter uma sessão com o prof. Rui Gomes, autor do livro Ferreira da Silva, o primeiro químico português. Nesta sessão, o professor Rui Gomes contextualizou a vida e obra do prof. Doutor Ferreira da Silva, enfatizou alguns dos momentos-chave da sua vida e explanou aos alunos o quanto a sua obra como cientista, mas também como homem de fé que era, foi relevante para a comunidade local e para a comunidade científica do país. Ferreira da Silva, um homem com um contributo inegável para a ciência, com as suas análises laboratoriais, um homem que nunca repudiou a sua fé e os seus valores conservadores e monárquicos, mesmo quando tal lhe trazia dissabores, na época conturbada que caracterizou a primeira república. Os alunos demonstraram interesse, participaram, levantaram questões e ficaram motivados para iniciar a preparação de uma dramatização a partir do referido livro que se intitulará: Ao encontro de Ferreira da Silva e a sua época… o químico, as suas ideias e crenças, que se enquadrará nos módulos 5 e 6 do programa de História A, do 11.º Ano: A implantação do Liberalismo em Portugal; Portugal, uma sociedade capitalista dependente.

Assim, esta sessão em torno do patrono do Agrupamento de escolas foi muito interessante, produtiva e contribuiu em muito para as aprendizagens essenciais da disciplina: situar cronológica e espacialmente acontecimentos e processos relevantes, relacionando-os com os contextos em que ocorreram; identificar a multiplicidade de fatores e a relevância da ação de indivíduos ou grupos, relativamente a fenómenos históricos circunscritos no tempo e no espaço; situar e caracterizar aspetos relevantes da história de Portugal; desenvolver a capacidade de reflexão, a sensibilidade e o juízo crítico, estimulando a produção e a fruição de bens culturais.

À descoberta do Foral

No âmbito da disciplina de História A e em parceria com o Plano Nacional das Artes, o Arquivo Municipal de Oliveira de Azeméis, veio à Escola Prof. Doutor Ferreira da Silva para desenvolver a atividade À descoberta do Foral com os alunos 10.ºB, de modo a assinalar os 224 anos da carta de foral que elevou Oliveira de Azeméis ao estatuto de vila (5 de janeiro de 1799). Num primeiro momento, procedeu-se a uma breve apresentação do Arquivo Municipal, dando-se a conhecer a história do edifício, as suas instalações e o seu espólio, tomaram consciência das diferentes etapas de tratamento e preservação dos documentos históricos e dos que o arquivista deve ter para evitar a deterioração dos documentos.
De seguida, os alunos relembraram a evolução da escrita e dos materiais utilizados (ex.: papiro, pergaminho; papel) e centraram a sua atenção na carta de foral. A turma teve, assim, um primeiro contacto com a paleografia e ficou a conhecer alguns tipos de escrita (ex.: gótica), tendo a oportunidade de desenvolver experiências de escrita com diferentes tipos de penas (ganso; pavão), canetas e tintas de várias cores. Deste modo, os discentes tomaram consciência do quanto era moroso e delicado o ato de escrita, no passado.
Esta atividade veio reforçar os conhecimentos adquiridos na disciplina, no que diz respeito à importância da preservação do património material e cultural, à diversidade das fontes históricas e sua relevância para o conhecimento da história local e nacional.

Sessão-debate com a Deputada Helga Correia- Parlamento dos Jovens

No âmbito do programa Parlamento dos Jovens, no passado dia 09 de janeiro, decorreu a sessão-debate com a deputada Helga Correia, cujos destinatários foram os alunos de 9.º ano, da EB Comendador Ângelo Azevedo, e os alunos do Ensino Secundário da EBS Dr. Ferreira da Silva.
Num primeiro momento, foram apresentados aos alunos os principais aspetos organizacionais da Assembleia da República, o modo de funcionamento e as competências deste órgão de soberania. Foi explicitado o processo legislativo parlamentar, sublinhando-se que, através da iniciativa legislativa cidadão, qualquer cidadão pode participar em processos de criação ou alteração de leis.
Posteriormente, a discussão virou-se para as questões da “Saúde Mental nos Jovens. Que desafios? Que respostas?”, tema em debate na edição em curso do programa do Parlamento dos Jovens. Os jovens candidatos a deputado escolar aproveitaram a oportunidade para, através das questões colocadas, esclarecerem dúvidas. Ainda, apresentaram algumas preocupações nesta área, nomeadamente, de âmbito escolar, e as propostas dos projetos de recomendação, aos quais a deputada deu resposta no sentido de melhoria e de uma globalização das ideias apresentadas.
A ampla experiência da Deputada Helga Correia e a sua visão holística do problema da saúde mental foram uma valiosa ajuda para a clarificação do tipo de medidas a propor pelos alunos.

Celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos

Dramatização alusiva à Revolução Francesa

Encontro de Turmas SELF – Viana do Castelo

Dando cumprimento ao Plano Anual de Atividades, no âmbito da Secção Europeia de Língua Francesa, a turma do 9.ºB CAA apresentou, no dia 7 de dezembro, no Auditório da Escola Comendador Ângelo Azevedo, às turmas do 8.º e 9.º anos, uma recriação histórica alusiva à Revolução Francesa, a mãe de todas as revoluções. Esta iniciativa pretendeu contribuir para a celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro) e culminou com a leitura/interpretação do poema Liberté, de Paul Eluard (1942).

Neste seguimento, os alunos participantes tiveram ainda a oportunidade de refletir sobre os princípios da Liberdade, Igualdade e Fraternidade e o modo como eles devem inspirar a nossa conduta enquanto cidadãos ativos e responsáveis.

Esta dramatização foi apresentada, igualmente, no dia 14 de dezembro, no Agrupamento de Escolas de Santa Maria Maior - Escola E/B 2/3 de Frei Bartolomeu dos Mártires, em Viana do Castelo, num Encontro entre Turmas SELF. Neste encontro, verificou-se uma partilha de trabalhos desenvolvidos no âmbito do projeto SELF. Assim, as turmas SELF do referido Agrupamento de escolas deram a conhecer Viana do Castelo, fornecendo dados geográficos, gastronómicos, etnográficos, culturais, e o espaço da escola recém-construída. As turmas SELF dos dois agrupamentos tiveram ainda a oportunidade de participar numa sessão sobre Segurança Rodoviária, participar em dinâmicas de grupo e num lanche conjunto, que abriram espaço para o convívio entre os alunos dos dois agrupamentos.

Efetivamente, o trabalho desenvolvido que culminou na referida dramatização e o Encontro de Turmas SELF foram ricos em aprendizagens, na medida em que permitiram a mobilização de conhecimentos, apelaram a uma maior consciência plurilingue e abertura à cultura, desenvolveram competências comunicativas em Francês, promoveram o relacionamento intra e interpares e o espírito colaborativo, tendo contribuído, também, para o desenvolvimento de uma identidade europeia.

Escola Saudavel original 3nivel